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Charles Aznavour

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ILS SONT TOMBÉS

ls sont tombés sans trop savoir pourquoi

Hommes, femmes et enfants qui ne voulaient que vivre

Avec des gestes lourds comme des hommes ivres

Mutilés, massacrés les yeux ouverts d´effroi

 

Ils sont tombes em invoquant leur Dieu

Au seuil de leur église ou le pas de leur porte

Em troupeaux de désert titubant em cohorte

Terrassés par la soif, la faim, le fer, le feu.

 

Nul n´éleva la voix dans un monde euphorique

Tandis que croupissait un peuple dans son sang

L'Europe découvrait le jazz et sa musique

Les plaintes des trompettes couvraient les cris d'enfants.

 

Ils sont tombés pudiquement sans bruit

Par milliers, par millions, sans que le monde bouge

Devenant un instant minuscules fleurs rouges

Recouverts par un vent de sables et puis mourir.

 

Ils sont tombés, les yeux pleins ds soleil

Comme un oiseau qu'en vol une balle fracasse

Pour mourir n'importe où et sans laisser de traces

Ignorés, oubliés dans leur dernier sommeil

 

Ils sont tombés, en croyant ingénus

Que leurs enfants pourraient continuer leur enfance

Qu'un jour ils fouleraient des terres d'espérance

Dans des pays ouverts d'hommes aux mains tendues.

 

Moi je suis de ce peuple qui dort sans sépulture

Qui choisit de mourir sans abdiquer sa foi

Qui n'a jamais baissé la tête sous l'injure

Qui survit malgré tout et qui ne se plaint pas

 

Ils sont tombés pour entrer dans la nuit

Éternelle des temps, au bout de leur courage

La mort les a frappés sans demander leur âge,

Puisqu'ils étaient fautifs d'être enfants d'Arménie.  

 

Tombaram sem saber porque

Homens, mulheres e crianças que só queriam viver

Cambaleando tais bêbados

Mutilados, massacrados, olhos arregalados pelo pavor

 

Tombaram, invocando Deus

Nas suas igrejas ou na soleira das suas casas

Rebanho do deserto, titubeando em bando

Abatidos pela sede, fome, ferro e fogo.

 

Ninguém se importou, num mundo eufórico

Enquanto um povo se afogava no seu próprio sangue

A Europa descobria o jazz

E o queixume dos saxofones encobria o grito das crianças

 

Tombaram, milhares e milhares, pudicamente sem alarde

Sem que o mundo tomasse conhecimento

Confundindo-se por momentos com rosas vermelhas

Cobertas de areia, e depois o esquecimento

 

Tombaram, os olhos mirando o sol

Tal um passarinho atingido por uma bala,

Morrendo num lugar qualquer, sem deixar rastros

Ignorados, esquecidos em seus últimos suspiros.

 

Tombaram acreditando, ingênuos que eram,

Que seus filhos poderiam continuar a sua infância,

Que um dia pisariam em terras de esperanças,

Em países hospitaleiros acolhendo-os de braços abertos.

 

Eu sou desse povo que descansa sem sepultura

Que preferiu morrer a renegar sua fé,

Que jamais curvou a cabeça diante da injúria,

Que consegue sobreviver sem se queixar nunca.

 

Tombaram mergulhando no escuro

Da noite eterna, exauridos e desanimados.

A morte os alvejou sem questioná-los,

Pois eram culpados de ter nascidos Armênios.